“Teresa voltou para casa mais ou menos a uma e meia da manhã, foi ao banheiro, enfiou um pijama e deitou-se ao lado de Tomas. Ele dormia. Inclinada sobre seu rosto, na hora de aproximar os lábios, sentiu em seus cabelos um cheiro estranho. Mergulhou longamente as narinas. Ficou cheirando-o como um cachorro e acabou compreendendo: era um cheiro feminino, cheiro de sexo.” 



Trecho do livro "A insustentável leveza do ser"
Perto dele, a sexualidade é uma caixa que explode. Não conto tempo, não economizo calor
e não caibo nas roupas.

 Não há resistência.

 Sou dona do desejo e da vida. Faria sexo por horas. Migraria de motel em motel, rasgaria a
pele, publicaria a nudez.

 Perto dele, incêndios são comuns.

Erica Maria





Descubra qual é o modelo de vagina que você possui e saiba como cuidar melhor dessa região do corpo. As mulheres vivem preocupadas com a saúde da sua #região íntima e saber um pouco mais sobre ela nunca é demais. Com certeza, se pegam muitas vezes com um espelho observando essa área do seu corpo só para saber como ela é. São curiosidades comuns que passam nas cabeças não só delas, mas deles também, questões essas que nem sempre têm a ver com sexo.
Não existe uma vagina que seja mais bonita do que a outra ou que tenha mais funções do que a outra, mas, de fato, o que se sabe é que uma pode ser diferente da outra. Elas possuem formas diferentes e apesar de já terem existido alguns estudos sobre o assunto, até hoje ainda nunca existiu uma indicação do modelo de vagina que oferecesse um melhor #Desempenho sexual para a #Mulher.

Segundo a coach em relacionamentos Katia Damasceno, existem três tipos de órgão sexual feminino, que ela deu nomes muito curiosos inspirados em seus formatos. São eles: coração, borboleta e tocha olímpica.

Coração


As do tipo coração possuem uma vulva com grandes lábios que, por sua vez, escondem os pequenos lábios e o clitóris.

Borboleta

Já o tipo borboleta possui os lábios pequenos de tamanhos variados, podem ser irregulares, parecidos com asas de borboletas. Muitas vezes são tão grandes que chegam a incomodar a mulher, mas podem ser corrigidos através de cirurgias plásticas, se for preciso.

Tocha olímpica

As do tipo tocha olímpica são as que possuem um clitóris maior, mais exposto do que o normal.


Como cuidar da região intima feminina 


Segundo dois especialistas no assunto, os ginecologistas Élvio Floresti e Janete Vettorazzi, quanto menos produtos específicos a mulher usar para higienizar a sua região íntima, melhor será. Ou seja, basta usar um sabonete neutro – de preferência – junto com água corrente na hora do banho para ajudar a manter o equilíbrio do pH da mucosa da vagina – esse que a protege contra infecções, fungos e bactérias externas.

Outra contraindicação importante apontada pelos especialistas é o uso do absorvente intimo diário. Eles não permitem que o órgão respire, o que pode ocasionar problemas recorrentes na região.

 Lavando as calcinhas 


Se for lavar a calcinha na hora de tomar banho, tome cuidado ao deixá-la exposta no box na hora de secar, pois isso pode resultar em proliferação de fungos e bactérias que podem depois se alojar na sua região íntima.

 Segundo a ginecologista Ana Cristina Paixão, do Instituto Fernandes Figueira, do Rio de Janeiro, as peças íntimas femininas devem ser lavadas com água corrente quente e sabão neutro. Devem ser colocadas para secar no varal e de preferência, expostas ao sol ou passadas com o ferro. Depois devem ser armazenadas em locais frescos e arejados.

Fonte AQUI
Observação
Ao homem que não sabe o que fazer quando se depara frente a frente com uma buceta na cara. Ela não quer apenas lambidas, mas, que trabalhe com conhecimentos seu órgão chamado CLITÓRIS. Use a ponta da língua no seu botãozinho
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Clitóris


Na verdade, o chamado “orgasmo vaginal” é sentido na parte interna, mas ainda é obtido estimulando-se o clitóris.

Não existe "orgasmo vaginal"

Não há um "Ponto G" 

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Hipócrates, (460 a.C.-377 a C.) o pai da medicina, achava que as mulheres  tinham esperma e que elas precisavam ter orgasmos para reproduzir e para tanto que se tentasse o clitóris e essa teoria teve uma idade longa.

Assim na idade média, apesar da desconfiança da igreja, quanto a tudo ligado ao prazer, os médicos propunham tratamentos inesperados.
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A receita para que a mulher engravidasse era a seguinte:

—"Lubrifique o dedo com óleo perfumado, e friccione a vulva com movimentos circulares.’’

Segundo dois escritores da época Boccaccio e Chaucer, o apetite sexual das mulheres era bem maiores do que a dos homens.
De Roma a Londres os homens eram "lógicos", e as mulheres eram "lúbricas".

Sigmund Freud - o pai da psicanálise não entendia sobre a sexualidade da mulher e nem da sua anatomia genital.

A teoria freudiana sobre a sexualidade sempre foi uma pedra no sapato da psicanálise

"Afinal o que querem as mulheres?"

Como se faltasse algo a mulher Freud dizia: "A menina é diferente do rapaz, sendo inferior a este, privada como está desse pênis que lhe falta, de que tem "inveja" e de que não encontra senão um pálido sucedâneo no clitóris".

Ou então:"Uma mulher de verdade é capaz de transferir seus orgasmos do clitóris para a vagina".

Freud desenvolveu teorias poderosas e passou a explicar todo e qualquer fenômeno com base nelas. Ele errou redondamente sobre o futuro do mundo em que viveu.
Pois então hoje sabe-se que Sigmund Freud viveu de hipóteses e mesmo assim acertou poucas, principalmente no que toca as mulheres. Ele nem sabia do verdadeiro poder do clitóris e certamente nunca conseguiu um orgasmo de suas mulheres, mas, hoje muitas coisas foram desvendadas pela ciência e sobretudo pelas próprias  mulheres pois ninguém como elas conhecem seu corpo.
Aqui, uma semente do pêssego simbolizando o  clitóris
"Amor Veneris, vel Dulcedo Appelletur" Ronaldo Columbus
Para entender melhor sobre o clitóris veja o vídeo indicado  

O documentário inédito [veja no vídeo] “Clitóris, Prazer Proibido” explora o órgão cuja única função é proporcionar prazer às mulheres. Médicos, educadores sexuais, estudiosos do comportamento e mulheres em geral dão depoimentos sobre o tema.
Por séculos, o clitóris conseguiu a façanha de aparecer e desaparecer diversas vezes.
O primeiro anatomista a fazer referência a essa parte do corpo feminino foi Ronaldo Columbus, em 1559, quando o descreveu como a “cidade do amor”. “É um órgão lindo e muito útil - Amor Veneris”.
O clitóris é maior do que se pensa, e está ligado a todo orgasmo feminino
O filósofo francês René Descartes, 100 anos depois, achou que tivesse feito a descoberta. Para ele, sem o prazer clitoriano, as mulheres não se submeteriam à maternidade. Mas depois disso, o clitóris caiu no esquecimento por muitos anos, até que em 1884, George Cobald publicou uma série de desenhos que não poderiam mais ser negligenciados pela ciência.
Uma das entrevistadas no documentário é a médica Helen O´Connell, pesquisadora de Melbourne considerada uma das especialistas em clitóris. Ela explica o funcionamento do órgão e afirma que não há um "Ponto G". Segundo a entrevistada, o clitóris é maior do que se pensa, e está ligado a todo orgasmo feminino.
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O clitóris é a única parte do corpo cuja função exclusiva é proporcionar prazer. É estranho as mulheres acharem que sua sexualidade é mais restrita que os homens, pois o clitóris está lá só para proporcionar prazer.
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Estudo afirma que sistema químico-cerebral ligado à percepção do prazer é ativado quando se ouve música. Descoberta é essencial para a neurociência, afirmam cientistas. 

Música, sexo e drogas 
O mesmo sistema químico-cerebral que proporciona as sensações de prazer geradas pelo sexo, as drogas e a comida é essencial para experimentar o prazer gerado pela música, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (08/02) na revista científica "Nature".

"Esta é a primeira prova de que os opioides próprios do cérebro estão diretamente envolvidos no prazer musical", destaca Daniel Levitin, um dos autores do estudo, desenvolvido na Universidade McGill de Montreal, no Canadá.

Trabalhos anteriores do especialista e sua equipe chegaram a produzir mapas das áreas do cérebro ativados pela música, mas só havia sido possível levantar a suspeita de que o sistema opioide era responsável pelo prazer.

'Impressões fascinantes' 


Para a mais recente experiência, os cientistas bloquearam de maneira seletiva e temporária os opioides do cérebro com a naltrexona, remédio usado habitualmente em tratamentos para a dependência de drogas opiáceas e álcool.

Em seguida, eles mediram as reações dos 17 participantes do estudo aos estímulos musicais e constataram que até mesmo as músicas favoritas deixavam de gerar sensações prazerosas. "As impressões que os participantes compartilharam conosco depois do experimento foram fascinantes", diz Levitin.

Um deles disse que sabia que a canção que acabara de escutar era uma de suas preferidas, mas que não tinha sentido as mesmas sensações de audições anteriores. Outro comentou: "Soa bem, mas não me diz nada." Os pesquisadores consideram que os avanços no estudo da origem neuroquímica do prazer são fundamentais para a neurociência, já que muitas atividades prazerosas, como beber álcool e ter relações sexuais, podem causar dependência.


Por Deutsche Welle
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As velhas regras de como ser homem são chatíssimas: Homem não chora, homem não sofre por amor, não tem medo nem da morte. Homem também não geme. Nunca. Homem come, fode, mete, faz a mulher gemer, gritar, urrar, perder a força, até os sentidos, mas não geme. Só respira. Cerra os dentes e puxa o ar pelas narinas bem abertas, às vezes até espreme o olho, mas não deixa escapar vibrações vocais. 

Todo som emanado do corpo masculino não deve ser ouvido a mais de um palmo de distância da sua origem. Existe o medo de gemer e soar inadequado, inadequado como “um guaxinim sendo masturbado”, como alguém me disse certa vez, ou simplesmente medo de parecer feminino. Talvez passe pela cabeça do moço que essa transgressão deve desagradar a parceira. Digo “a parceira” porque resulta que o medo de quebrar essa e outras regras do antiquado “manual de como ser macho” afeta mais os héteros, afinal o que se assumiram homoafetivos já decidiram que sua vida não seria regida por tal lei. 

Com o medo de soar estranho, esses homens se esquecem que o esforço para reprimir o ar interno de sair vibrando pelas laringes, pode causar expressões muito mais inadequadas e monstruosas que um sussurro animalesco.

Gemidos são sinal de paixão, não em seu significado moderno e amoroso, mas da paixão que vem do latim, passado particípio de sofrer. Na gramática, quem sofre a ação não costuma ser o agente dela, e sofrer o prazer deixaria o homem na voz passiva, posição esta que, segundo o enfadonho manual, não deveria jamais ser ocupada por machos de respeito. 

Assim como no sexo, na língua portuguesa, a cada novo acordo ortográfico, alguns ficam perdidos sem saber como aplicar os acentos graves e agudos. Mesmo quando a mudança resulta a apenas na eliminação de regras engessadas, se encarregando de acabar com as consoantes mudas, uns tradicionalistas decidem ignorar o novo. Julgam ser uma troca vulgar. Outros hesitam porque ainda não sabem ao certo qual das regras é mais bem aceita por hora. Mas, aos poucos, nos adaptamos às mudanças.
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Tamanha é a energia gasta por alguns para suprimir os grunhidos, que arrancá-los é a prova de que o sujeito foi levado ao descontrole e, então, o gemido se converte em medalha de honra ao mérito para a extratora. 

Por sorte, vivemos em meio a essa transição de intransitivo para transitivo. No começo talvez os sussurros serão indiretos, tímidos e depois se tornarão cada vez mais diretos, usando adjuntos apenas para determinar intensidades, modos e lugares. 

É parte dessa mudança que homens se permitam expressar mais, e mais verdadeiramente, sentimentos como o medo, o amor ou o prazer. Muito mais próprio do homem natural (e gutural) que esconder os gemidos em função de uma pose social, é deixar-se levar pelo ritmo da transa, sem vergonha, emitindo todo e qualquer som que sair pulmão à fora.

Gemer nunca deve ser obrigação, de nenhum dos lados. Mas quando os sons afloram no peito, permiti-los significa ceder o controle. É deixar que a parceira te cause sofrimentos sórdidos, mundanos e deliciosos, e é admitir a cada respiração o quanto isso mexe com seu corpo inteiro.

Sussurrar, urrar, gritar, ou pedir baixinho, mas sem esconder vontades, é um ato sincero de permitir-se inteiro.


Cabriela Feola, Jornalista, viajante, apaixonada por músicas latinas e acredita que sexo deveria ser tão conversado quanto esportes. Escreve para Papo de Homem
Quero pintar uma rosa,
Rosa é a flor feminina que se dá e tanto
que para ela, só resta alegria de se ter dado.
Seu perfume é mistério doido, quando profundamente
aspirada, toca no fundo íntimo do coração, e deixa o
interior do corpo inteiro perfumado.
O modo dela se abrir em mulher é belíssimo.


Clarice Lispector



Mais perguntas, menos certeza


Obrigada natureza, por mais um movimento de translação. E a vida continua, sejamos luz.  Mudanças vem de dentro para fora, é disso que o mundo precisa.

Que a gente se preocupe menos com roupas e sapatos e passe mais tempo despido em momentos de carinho e intimidade.
Que venha um 2017 com mais perguntas e menos certezas.
Que venha um 2017 com menos planos e com mais plenitude.